Competências socioemocionais em tempos de pandemia

Trabalhar competências socioemocionais como o foco, a persistência e outras mais, são de grande importância neste momento de crise


Criança mostrando seu desenho sobre o coronavírus por meios digitais

Diversas crianças e jovens deixaram de ir para a escola todos os dias, o que significou uma grande mudança nas rotinas. Agora elas passam o dia dentro de casa e sem a possibilidade de sair para brincar com os amigos na rua ou algo parecido. Assim, precisam se adaptar a uma nova rotina que pode não ser uma das melhores para quem é cheio de energia. E, para ajudar nisso, a equipe pedagógica precisa trabalhar as competências socioemocionais.

Isso quer dizer que é justamente neste momento que essas competências são ainda mais necessárias. Crianças e adolescentes precisam lidar com sentimentos que podem surgir nesse período como o estresse e a ansiedade. É num contexto como este que as nossas competências emocionais são postas à prova.

Confira nossas dicas para você e sua equipe trabalharem as competências socioemocionais dos alunos da melhor forma possível!

O que são as competências socioemocionais?

As crianças e os jovens precisam se desenvolver em todas as suas dimensões e a escola é também responsável por isso. Além do desenvolvimento cognitivo relacionado ao aprendizado das matérias, há outras habilidades que precisam ser desenvolvidas para que este aluno se torne um adulto capaz no ambiente em que vive.

Por exemplo, é importante que ele desenvolva a habilidade para desenvolver problemas, ser resiliente, saber trabalhar em equipe, entre outros fatores. O desenvolvimento dessas habilidades vai ajudá-lo a fazer melhores escolhas para a vida.

A importância de desenvolver essas competências é grande, especialmente em tempos de pandemia quando elas podem ficar esquecidas. E, para relembrar, confira abaixo as 17 competências dentro das 5 macrocompentências:

1. Autogestão:

1.1 Determinação;
1.2 Organização;
1.3 Foco;
1.4 Persistência;
1.5 Responsabilidade.

2. Engajamento com os outros:

2.1 Iniciativa social;
2.2 Assertividade;
3.3 Entusiasmo.

3. Amabilidade:

3.1 Empatia;
3.2 Respeito;
3.3 Confiança.

4. Resiliência emocional:

4.1 Tolerância ao estresse;
4.2 Autoconfiança;
4.3 Tolerância à frustração.

5. Abertura ao novo:

5.1 Curiosidade para aprender;
5.2 Imaginação criativa;
5.3 Interesse artístico.

Como essas competências podem ajudar os jovens durante a crise?

Bom, existem muitos fatores que nos fazem levar a um trabalho maior da competência. Se já é difícil para um adulto lidar com a crise que a Covid-19 está causando no mundo todo, imagine para a cabeça de uma criança ou adolescente?

Além de ter que lidar com uma nova rotina, eles também precisam lidar com o medo da contaminação, o isolamento social e a incerteza, pois não se sabe quando a situação vai voltar ao normal.

Para este momento, existem algumas competências que vão ajudar mais do que outras, pois tudo depende do contexto. Veja abaixo.

Foco e persistência

É uma competência que faz parte da macrocompetência de autogestão e é de extrema importância para momentos desafiadores como o que estamos vivendo.

Nesse momento, essas habilidades, especialmente o foco, podem ajudar os mais novos a filtrar as informações da mídia sobre o assunto, a lidar melhor com a imensa quantidade de dados, sendo que muitos podem ser falsos. 

Além disso, ajudar os pais a criar uma rotina em casa para os filhos é de grande importância. Eles sempre conviveram com uma rotina e deixá-los “soltos” neste momento pode ser prejudicial.

Tolerância ao estresse

De fato, o desenvolvimento dessa competência é essencial para o momento. O isolamento prejudica não só a saúde física como também a mental, gerando ansiedade, frustração e outros.

Para ajudar, a escola pode orientar os alunos a praticar exercícios e outras tarefas que podem ser feitas em casa. Os pais também devem ajudar brincando com os filhos. Podem reservar um tempo para brincar com jogos de tabuleiros, mímica, pintura, entre outros.

Empatia

A empatia é a incrível capacidade que temos de nos colocar no lugar do outro e ela nunca foi tão importante. Aprender a se colocar no lugar daquele idoso que está mais vulnerável e oferecer ajuda ou então, entender as necessidades de quem não tem uma mesa farta.

Nesses momentos, a escola pode entrar em contato com pais e alunos, mostrar que podem contar com a instituição e que podem pedir ajuda. Procure saber como estão as famílias que fazem parte da sua instituição de ensino.

Há também outras competências socioemocionais importantes para o momento como a responsabilidade, e a criatividade e interesse artístico. A escola deve encontrar meios de facilitar a vida de pais e alunos em situações como esta, para que todos voltem às aulas mais fortalecidos e possam passar por esse período sem grandes perdas emocionais.

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