Férias divertidas sem gastar muito

Crianças de férias: como entretê-las sem gastar muito?


Férias divertidas sem gastar muito

Quando chega o final do ano ou julho, períodos de férias ou recesso escolar, os filhos sem atividades escolares, é hora de pensar e repensar o que é possível fazer para que todo mundo possa se divertir um pouco e, em tempos de crise econômica, gastar pouco.

Ainda que o 13º salário crie uma ilusão de que há dinheiro sobrando para os assalariados, com o desemprego rondando ou assombrando muitas famílias, é melhor não arriscar com aumento indevido de gastos e buscar soluções baratas ou gratuitas.

Ficar em casa, na frente da TV ou no computador não é programa para as férias e os pais devem estar cientes disso.

Quando for possível fazer passeios rápidos na própria cidade em que vive ou em municípios próximos onde seja possível ir à praia, a uma fazenda ou curtir as montanhas, vale se programar e colocar o pé na estrada. Para gastar pouco faça uma programação quanto aos locais em que pretendem ir, computando gastos básicos como combustível, entradas e alimentação, por exemplo. Se a grana estiver curta mesmo, ao invés de ir a uma lanchonete ou a um restaurante, programe-se para levar uma cesta e um isopor para fazer um piquenique com a família. É diversão garantida pois há locais próximos a cachoeiras, campings, praias e parques onde é permitido realizar esta ação e ainda passear nos arredores, ler um bom livro, escutar música, bater papo, jogar vôlei ou cartas.

Para o dia a dia, com crianças pequenas, é possível agradar os pequenos com passeios diários as praças e parques onde são encontrados espaços para que eles brinquem. Parquinhos, tanques de areia, quadras, campos de futebol e, principalmente, outras crianças por perto para que velhas ou novas amizades sejam alimentadas continua sendo alternativa sem custo que tem grande impacto para meninos e meninas. Nesta época em que as diversões estão tão centradas em games, smartphones, tablets ou computadores, tirar a criançada de casa é importante também para a parte física, além da social, pois eles se movimentam, comunicam, brincam e ainda tomam um sol, o que é bom para a saúde deles e também dos pais.

Outros passeios curtos, como levar o cachorro de estimação para uma rápida caminhada no bairro, também podem fazer parte desse divertido itinerário de férias.

Há, em muitas cidades, programas culturais gratuitos oferecidos pelas secretarias de cultura (ou outras instituições, como SESC, por exemplo) que, em períodos de férias, são ativados e reforçados com mais e mais atividades. Normalmente são disponibilizados shows, peças teatrais, filmes, jogos e brincadeiras ao ar livre, contação de histórias e muito mais. Informar-se é a principal via para se encontrar em sua cidade o que há de interessante.

Dentro de casa dá também para criar outra rotina, distante dos recursos tecnológicos, pautada em projetos diferentes. Fazer pipas ou papagaios, projetos de arte com uso de tesoura e cola, bricolagem, artesanato, culinária e outras ações podem ser organizadas para divertir pais e filhos.

Organizar torneios de futsal, vôlei ou basquete no prédio, na quadra ou no bairro em que vivem, juntamente a outras famílias, é também algo que pode ser realizado para movimentar a galera. O ideal nestes casos é sempre ter a supervisão de adultos, trabalhar com regras claras, criar equipes, ter juízes, tabela e algum tipo de premiação. É saudável pois mistura atividade física, competição, regras, convivência e bota todo mundo na quadra mais próxima para se divertir muito, aprendendo tanto a ganhar quanto a perder.

Prática pouco comum entre as famílias brasileiras mas que é muito indicada nas férias é a visita a museus, exposições e bibliotecas. O preço dos ingressos nos museus é, normalmente, acessível e, além disso, há dias específicos em que não há cobrança. Em São Paulo, por exemplo, estive recentemente com meus filhos no Museu da Língua Portuguesa em dia em que não havia cobrança de ingressos. Passei também pelo Instituto Tomie Ohtake para ver a exposição de Frida Khalo e, no mesmo dia fomos ao MIS, o Museu da Imagem e do Som. Além de acervos permanentes, há sempre novas mostras nestes e em outros museus, como o MASP, o MAM, o Museu do Futebol, a Pinacoteca do Estado... Nas capitais e grandes cidades do interior dos estados há sempre alguma boa oportunidade a espera. É preciso mapear e encontrar para colocar na programação das férias familiares.

Ir a bibliotecas é outra ação interessante. Despertar o gosto pela leitura passa pela possibilidade de encontrar, manusear, ler e apreciar diferentes autores. Conhecer espaços públicos onde os livros estão ao alcance das mãos, sem custo, para ler no local ou em casa, é ação premente e divertida que pode certamente encantar crianças e adolescentes que ainda não desfrutaram deste prazer.

Coisas simples como, por exemplo, reunir os amigos em casa para jogar cartas ou jogos de tabuleiros, com um bom café ou lanche oferecido pelos pais; ir a sorveteria do bairro para um picolé ou um sorvete de massa; visitar amigos e parentes que estão distantes por conta da correria; fazer palavras cruzadas ou simplesmente reunir todo mundo na frente da TV para assistir um filme divertido com muita pipoca e refrescos são ações deliciosas que podem marcar a infância e a adolescência de um forma muito especial.

De qualquer forma, o importante, sempre, é que as férias ofereçam oportunidades de lazer saudável, com entretenimento de qualidade, opções que façam crianças e adolescentes a se mexer e, também, para que a sociabilização seja estimulada, principalmente para reunir e fortificar ainda mais os laços familiares.


João Luís de Almeida Machado

João Luís de Almeida Machado

Consultor em Educação e Inovação, Doutor e Mestre em Educação, historiador, pesquisador e escritor.

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