Impactos da tecnologia na vida das crianças na pandemia

A tecnologia é vista como uma grande aliada durante o distanciamento social. Entretanto, pode se tornar vilã, se não for bem usada.


Impactos da tecnologia na vida das crianças na pandemia

Crianças e telas não combinam! Pelo menos é o que sempre disseram os especialistas, que orientam a não deixar os menores de dois anos terem acesso a ela. Além disso, de 2 a 6 anos o tempo máximo seria de 1 hora de tela e de 6 a 10 anos uma ou duas horas. Mas em 2020 o mundo mudou e a tecnologia tomou conta

Se por um lado é preciso se preocupar com a saúde e até com a dependência de tecnologia, por outro, é necessário manter o distanciamento social. Consequentemente, para driblar o distanciamento, o uso das telas aumenta. Afinal, é por meio delas que as pessoas interagem, as crianças conversam com os coleguinhas e até reveem os avós.

Isso, sem contar que as aulas são virtuais, o que aumenta ainda mais a exposição dos pequenos à tecnologia, o que gera preocupação. 

Saiba mais: Como motivar os alunos a ligar a câmera durante as aulas remotas!

 

Crianças passam muito tempo usando tecnologia

Os especialistas estão preocupados, pois muito do tempo que antes era usado nas escolas ou brincando, agora está sendo ocupado com o uso de tecnologia. 

Um estudo feito pela  companhia de tecnologia infantil norte-americana, Super Awesome, mostrou que crianças dos Estados Unidos, que têm entre 6 e 12 anos, estão usando pelo menos metade do seu tempo em tecnologias e telas. Esses dados são recentes, depois que a pandemia de coronavírus se instalou no país. 

Além disso, o uso da TV, celulares, computadores e outros dispositivos tecnológicos aumentou entre duas e três vezes durante esse período. Se para um adulto isso já não é indicado, para os pequenos o problema pode ser ainda maior. Entretanto, essa alteração pode ser explicada. Dentre os possíveis motivos, é preciso considerar: 

  • As aulas passaram a ser on-line;
  • As conversas agora precisam ser virtuais;
  • Os laços familiares e sociais precisaram ser mantidos, mas a única maneira encontrada para isso foi com o uso da tecnologia;
  • A falta de espaço para brincar em casa já que, em muitos casos, as famílias dividem os ambientes;
  • O pouco acesso a brinquedos;
  • A falta de companhia;
  • A ausência de privacidade;
  • A necessidade de manter o equilíbrio emocional depois do distanciamento imposto. 

Todos esses fatores levam a uma única solução: o uso da tecnologia. É por meio dela que a criança estuda, se distrai e interage socialmente. Entretanto, essa alternativa gera preocupação em especialistas. 

Saiba mais: Educação 5.0: o que é e como preparar a sua escola!

 

Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou orientações

A preocupação é tanta com o uso excessivo da tecnologia durante a pandemia, que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) está alertando os pais sobre uma possível "dependência virtual”. Para tentar minimizar os danos, um novo documento foi divulgado, na tentativa de orientar os pais sobre a rotina de crianças e adolescentes. 

A entidade, mais uma vez, enfatizou que o tempo de exposição às telas deve ser controlado. Na opinião dos médicos pediatras, nesse período, os pais precisam redobrar a atenção e  verificar se há extrapolação no uso da tecnologia. Afinal, a dependência virtual existe e deve ser evitada. 

Ela recebeu até mesmo a Classificação Internacional de Doenças (CID-11) e foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No geral, o vício em games é o mais comum. Para evitar, é preciso equilibrar a rotina doméstica durante a pandemia. Assim, os responsáveis devem trabalhar diversas áreas e não apenas oferecer soluções tecnológicas. Dentre as enfatizadas pela SBP estão: 

  • Afetividade: por mais que a interação seja necessária, é indicado estabelecer um tempo máximo de uso das telas para essa finalidade; 
  • Aulas e demais atividades educacionais: é indicado acompanhar o tempo gasto para essa finalidade, em frente a uma tela, e a qualidade das horas usadas, para evitar exageros;
  • Diversão: a família deve investir em alternativas de diversão, que possam ser feitas em casa. Brincadeiras, jogos de tabuleiros, quebra-cabeça… Tudo isso pode ser usado para substituir o videogame;
  • Conversa: mais do que nunca, o diálogo e a troca de experiência entre pessoas que moram na mesma casa é importante;
  • Saúde: é essencial que as horas sejam respeitadas, de acordo com a idade. Além disso, a criança deve ter uma rotina, se alimentar de forma saudável e praticar algum tipo de atividade física. 

 

Como a escola pode contribuir? 

As aulas virtuais são necessárias, mas não devem ser o único recurso usado. É possível enviar atividades impressas para as casas dos alunos. Além disso, incentivá-los e ensiná-los a construir os próprios jogos de tabuleiro pode ser uma boa opção. 

Também é viável solicitar atividades que estimulem a conversa dentro de casa como, por exemplo, uma entrevista com uma pessoa mais velha, que more com a criança ou realizar um desenho que ilustre a profissão do pai ou da mãe. Enfim, de acordo com a idade, é preciso inovar na hora de ensinar

Aliás, inovação é a palavra da vez no ambiente educacional!

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