Os reais impactos da pandemia na Educação Infantil

Alunos da educação infantil já sofrem os impactos da pandemia. Veja o que diz uma pesquisa feita pela UFRJ.


Os reais impactos da pandemia na Educação Infantil

Se adaptar um curso de graduação para o ensino a distância já não é simples, quando isso se faz necessário na Educação Infantil, o desafio se torna muito maior. E foi exatamente o que aconteceu em 2020, quando a pandemia do coronavírus começou.

Na tentativa de proteger os pequenos e seus familiares, o “fique em casa” passou a fazer parte da vida das pessoas de todo o mundo, inclusive das crianças. Com isso, as atividades que antes eram feitas com os coleguinhas ou até no parquinho, passaram a ser realizadas em frente a uma tela. 

Mas como tudo isso afetou a formação e o desenvolvimento das crianças em idade da Educação Infantil? A resposta certa ainda não é possível de ser dada. Provavelmente, só será conhecida ao longo dos anos, quando essas crianças forem evoluindo em sua trajetória escolar.

No entanto, que o impacto será grande, ninguém duvida. Afinal, a mudança foi extrema e repentina. Alguns estudos já procuram saber como isso irá impactar a vida escolar desses alunos. Veja alguns dados e também alguns impactos que a pandemia do coronavírus já causou em alunos da Educação Infantil. 

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Estudo da UFRJ avalia o impacto da pandemia na Educação Infantil

Para tentar compreender como a pandemia de coronavírus está impactando a Educação Infantil, o Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais, o LaPope, da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ), vem acompanhando os relatos de pais, alunos e educadores. 

Embora a participação no estudo, de forma voluntária, ainda seja possível, a instituição já fez a análise inicial e pode constatar algumas mudanças. De acordo com a pesquisa, crianças em idade pré-escolar, entre 4 e 5 anos, já apresentam déficit no desenvolvimento da expressão corporal e oral. 

Para que os especialistas chegassem a essa conclusão, eles ouviram 2.070 pessoas, entre docentes e familiares dos estudantes matriculados em 77 escolas brasileiras. Dentre elas, instituições públicas, privadas e conveniadas.

Os professores ouvidos avaliaram que as crianças estão se desenvolvendo menos do que o esperado. Essa foi a opinião de 78% dos docentes entrevistados. 

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Estudo mostra impacto diferente de acordo com a situação financeira

Outro ponto importante levantado pela pesquisa é quanto a diferença que envolve as classes sociais. Afinal, isso afeta diretamente em relação às oportunidades que o aluno da Educação Infantil encontra dentro de casa.

Segundo o estudo, a diferença entre famílias ricas e pobres, nesse sentido, chega a 20%. Os alunos de família com maior poder aquisitivo têm mais acesso a atividades como, por exemplo:

  • pintar;
  • desenhar;
  • recortar papéis;
  • ouvir histórias, entre outras.

Já os com menor poder aquisitivo têm menos acesso a essas atividades. Dessa forma, acabam tendo o desenvolvimento prejudicado. 

A diferença entre estudantes de escola pública e privada também pode ser notada em relação à internet. Mais de 60% das famílias de estudantes da escola pública afirmam que contam com um serviço de baixa qualidade ou não têm acesso à rede, o que também pode impactar negativamente nesse período. 

Já no caso dos estudantes de escolas privadas essa deficiência de internet afeta apenas 17% das famílias.

Por fim, o estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro ainda salienta que dos estudantes de Educação Infantil que foram avaliados durante a pandemia, 24,8% têm problemas de relacionamento e 37,6% mostram problemas de conduta.

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Muita tela e pouca brincadeira ao ar livre

Além das diferenças em relação ao desenvolvimento em si, é preciso considerar o excesso de exposição às telas. Afinal, durante o período da pandemia, tudo passou a ser realizado remotamente. As brincadeiras no parquinho não puderam mais existir. Dentro de casa, TV e internet, acompanhada das aulas remotas, fizeram parte do dia a dia dos pequenos.

A questão é que até os 6 anos de idade, ou seja, na primeira infância, não é recomendado que a criança fique mais de duas horas por dia na frente de uma tela. Segundo pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esse problema encontrado durante a pandemia pode resultar em dificuldade de:

  • aprendizagem;
  • interação social;
  • criar vínculo;
  • se adaptar ao meio social e aos desafios que terão pela frente em suas vidas;
  • controlar respostas impulsivas, entre outros. 

Todos esses pontos precisarão ser cuidadosamente avaliados e tratados na volta às aulas presenciais. Em suma, o desafio da pandemia de coronavírus seguirá ao longo dos anos e, mais do que nunca, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais na escola serão importantes.

Afinal, será preciso superar a defasagem do ensino!

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