Educação Infantil: recebendo as crianças depois da pandemia

A fase de desenvolvimento das crianças é fundamental. Saiba algumas características indispensáveis para a retomada da Educação Infantil após a pandemia da Covid-19.


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Na Educação Infantil, com estimulação adequada, potencializam-se os processos do desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social. Pensar na Educação Infantil é mais do que o cumprimento de normas legais ou prescrições teóricas de saúde física e mental: é construir a humanidade dos sonhos! Nesta fase, as crianças aprendem valores, convivência, respeito, responsabilidade, amor ao próximo, ao seu ambiente, e tudo isso é a construção de si mesmo!  

Depois da pandemia, tudo será como antes? Com certeza, não! As pessoas se conscientizaram da importância de cuidar da saúde e bem-estar de todos, incluindo o ambiente à nossa volta, numa troca positiva. As competências socioemocionais ganharam relevância durante a pandemia e continuarão sendo importantes na volta à rotina. Atitudes simples como lavar as mãos, evitar aglomerações, não tossir ou espirrar sem resguardar os mais próximos, se tornaram práticas obrigatórias.

Como voltar a circular em meio a empurrões, sem higiene, se existe a possibilidade de ter seu espaço respeitado e sua saúde preservada? Cuidados definidos na luta contra a Covid-19 são estratégias para evitar transmissões coletivas de diversos vírus. Voltar às aulas implica hábitos saudáveis permanentes, tais como esperar com distância numa fila ou para conversar com alguém ou não entrar em lugares não higienizados. E sabe aqueles lixos que entopem bueiros, contaminam praias e rios, causam doenças? Ninguém mais precisará saber o que é isso!

 

O novo cenário da Educação Infantil depois da pandemia

Educação Infantil é uma fase de grande desenvolvimento das habilidades de aprendizagem, porque, nesse período, há uma grande aceleração no surgimento de conexões neurais, construindo a personalidade que, indelevelmente, guardará marcas… E podem ser boas, não é? As crianças pequenas assimilam mudanças com muita facilidade e repetem comportamentos como espelhos sociais. Espera-se que possam ver humanismo, colaboração e apoio mútuo, inclusive entre pais e escola.

O pensamento egocêntrico é característico da primeira fase infantil. Na escola, a criança aprende a conviver com diferentes experiências e pessoas para entender seu papel no jogo de regras que vai conhecendo, dia após dia, em atividades lúdicas que ensinam.

Neste novo cenário, professores e alunos terão que desenvolver resiliência e capacidade de inovação. A inclusão digital passa a ser uma prática buscada, como norma a ser seguida, com autogestão no desempenho tecnológico que precisa ser abraçado, sem substituir a convivência humanística, irreconhecível para máquinas mas indispensável para o processo neuropsicológico que abrange emoções, para se conhecer equilíbrio mental e felicidade.

 

Como será a escola no cenário pós-coronavírus?

Terá que aperfeiçoar sua relação com a família e acolher crianças pelo desenvolvimento integral: corpo, mente e emoções.

A pandemia evidenciou a importância de focar nas necessidades de desenvolvimento humano, já apontadas pela Base Nacional Comum Curricular – BNCC.  Segundo a BNCC, é fundamental permitir que as crianças explorem diferentes materiais, movimentos, emoções, elementos da natureza, ampliando seus saberes sobre a cultura, em conjunto com elementos simbólicos, como músicas e histórias especialmente, permitindo a igualdade ao propor as mesmas oportunidades a todos os estudantes, e equidade, para considerar as diferentes necessidades regionais e sociais.

Todas essas novas diretrizes podem soar como complicadores na vida dos professores da Educação Infantil e exigem suportes práticos. Neste ponto, não há dúvidas de que o recomendável é buscar novas orientações. E se elas já estiverem ao alcance dos professores e pais? Pois elas já existem.

É tempo de uma nova forma de ensinar, mais adaptada às necessidades infantis na aprendizagem e que não se mostre contrária a nenhum método de aprendizagem reconhecido anteriormente.

A alegria de desenhos animados, música e jogos digitais com a participação de amigos virtuais, pelo respeito à diversidade e ao bem comum: é a Turma do Futuro Verde, esses super-heróis fictícios que surgem para cooperar com a professora numa aventura que traz um grave problema: a Revolução das Letras! São histórias e brincadeiras que levam à alfabetização funcional.

Se o mundo pós-coronavírus será outro, todos precisarão estar abertos à curiosidade e à imaginação criativa, quebrando as rotinas e tendo a criança como protagonista. A Turma do Futuro Verde pode estar na escola, com seus alunos e com os pais, planejando muita alegria e realizações. Bem-vindos a um Novo Tempo!

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Luiza Elena L. Ribeiro do Valle

Luiza Elena L. Ribeiro do Valle

Psicóloga, Bacharel e Licenciada. Mestre em Psicologia Escolar e Educacional. Especialização em Psicologia Clínica e Psicopedagogia.

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