Volta às aulas presenciais: dicas e estratégias para educadores

A volta às aulas presenciais vai requerer um cuidado maior no acolhimento e também no ensino. Veja dicas do que fazer para começar!


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Com o avanço da vacinação da população com mais de 12 anos, pouco a pouco, as aulas presenciais estão voltando. Em alguns lugares, as instituições adotaram o ensino híbrido, para que possam receber um número menor de alunos no colégio.

Já em outros, as turmas já estão 100% presentes, mas a rotina ainda não pode voltar ao que era antes. Afinal, o uso de máscaras e os cuidados para evitar a transmissão do novo coronavírus continuam. 

Além disso, os estudantes estão retornando para a escola depois de um período difícil, no qual nem todos tiveram acesso às aulas virtuais ou o suporte necessário, em casa, para que continuassem aprendendo. Em suma, retomar as aulas presenciais será um grande desafio para todos. 

As instituições vão precisar se adequar para oferecer apoio aos alunos e fazer o possível para evitar a propagação viral. Veja algumas dicas que podem ajudar no retorno das aulas presenciais e na adequação.

Saiba mais: Volta às aulas: como o mundo está agindo após a Covid-19?

 

Aulas presenciais x evasão escolar 

Será que todos os alunos vão voltar para as aulas presenciais? Mesmo em instituições que já permitiram o retorno de 100% dos estudantes, há grande risco de uma parcela deles não retornar. Isso tende a ser ainda mais evidente em instituições públicas.

Uma pesquisa feita pelo Itaú Social mostrou que a quantidade de alunos desmotivados com a volta às aulas cresceu de 26% em maio do ano passado para 40% em maio de 2021. Além disso, estudantes cujas famílias recebem até um salário mínimo por mês têm mais chance de largar os estudos. Segundo o estudo eles representam 48%. 

O risco de evasão é maior também em relação aos estudantes que moram em áreas rurais (51%) e dentre os moradores da região Nordeste, onde 50% manifestaram a intenção de deixar a escola ou falta de motivação. Na região Sul, isso corresponde a 31%.

Assim, um grande desafio no retorno das aulas presenciais será evitar que esses alunos, que já estão desmotivados e enfrentando mais dificuldade, parem de estudar.

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Quais estratégias adotar para a volta das aulas presenciais?

Na volta às aulas será preciso ter um cuidado ainda mais individualizado com os estudantes. Veja algumas estratégias que podem ser adotadas pelas instituições de ensino. 

 

Avaliação individual

O primeiro passo é compreender como os alunos estão em relação ao conteúdo. Será que todos conseguiram estudar? Para avaliar isso é possível, por exemplo, fazer um teste com todos.

A escola deve explicar que não valerá nota e que a avaliação servirá apenas para determinar o que deverá ser revisto e o que não vai precisar. Assim, será possível identificar como foi o aproveitamento e quais ações precisarão ser tomadas.

Saiba mais: Você faz isso nos registros e na documentação pedagógica do ensino remoto?

 

Reunião de docentes e demais integrantes da equipe

Uma vez que essa avaliação tenha sido feita, é hora de discutir os resultados e definir quais serão os próximos passos. Para isso, é importante reunir os professores, coordenadores e o diretor para traçar a estratégia. 

Embora o desafio vá ser grande, há alternativas para esse retorno das aulas presenciais ser mais igualitário. Uma delas é deixar os primeiros meses para rever o conteúdo com a turma toda, com a intenção de deixar todos na mesma etapa e sanar possíveis dúvidas. 

Para isso, indica-se a adoção de metodologias ativas, que poderão agilizar o processo e estimular a participação dos alunos. Uma alternativa, por exemplo, é dividir a sala em grupos e colocar estudantes que conseguiram aprender mais no ensino remoto, no mesmo grupo dos que tiveram pouco ou nenhum acesso ao conteúdo. Assim, juntos, um poderá ajudar o outro a adquirir conhecimento. 

Outra possibilidade é fazer um resumão do conteúdo na primeira semana e oferecer aulas adicionais aos estudantes que encontraram mais dificuldade para estudar durante a pandemia.

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Suporte emocional

Por fim, é preciso se lembrar que embora o conteúdo seja importante, nesse período, será preciso ficar atento ao fator emocional. Afinal, os alunos passaram por um longo período de distanciamento social, que pode ter afetado o desenvolvimento.

Além disso, muitos deles, provavelmente, perderam parentes, amigos ou conhecidos. Tudo isso precisa ser avaliado e acompanhado. Afinal, pode gerar menos interesse pelo estudo e insegurança para a retomada das aulas presenciais. 

Cada aluno deve ser, cuidadosamente, acompanhado por todos. É preciso que a instituição foque em trabalhar o acolhimento e esteja pronta para lidar com as adversidades trazidas pela pandemia para a volta às aulas presenciais. 

Veja algumas dicas de como trabalhar o acolhimento na educação infantil durante o retorno das aulas presenciais

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